Memória 30 anos da Copa Libertadores de 1995 Capítulo 4 29 AGO 2025 15:05 Em homenagem aos 30 anos da conquista do Bicampeonato da Copa Libertadores da América, o site oficial do Grêmio apresenta uma retrospectiva relembrando cada passo do Tricolor naquela trajetória vitoriosa de 1995.CAPÍTULO 4 Semifinal – O reencontro com o Emelec Assim como ocorreu com o Palmeiras, a semifinal da Libertadores colocou o Grêmio diante de um adversário que já havia enfrentado na competição: o Emelec de Guayaquil. A equipe equatoriana se classificou na terceira colocação no grupo do Grêmio, na primeira fase, e surpreendeu ao chegar à semifinal após eliminar o Cerro Porteño-PAR e o Sporting Cristal-PER. O empate por 2 a 2 como visitante e a goleada de 4 a 1 no Olímpico, na etapa classificatória, colocaram o Grêmio como grande favorito em busca de uma vaga na decisão. Sabendo de todas as dificuldades, o Emelec tentou utilizar todos os artifícios para chegar vivo a Porto Alegre. Para complicar a vida do Grêmio, o clube equatoriano, com o aval da Conmebol, marcou o primeiro jogo para o meio-dia no horário do Equador (14h no Brasil). Na quinta-feira, 10 de agosto, as duas equipes entraram em campo sob um calor de 35 graus, no Estádio Modelo de Guayaquil praticamente lotado. Sem Carlos Miguel, suspenso, o técnico Luiz Felipe Scolari optou por escalar Vagner Mancini como volante, deixando a equipe mais defensiva. Como era esperado, o Emelec começou pressionando o Grêmio com o apoio de sua torcida. O centroavante Eduardo Hurtado era a referência da equipe dentro da área, exigindo muita atenção da zaga e do goleiro Danrlei. Foi dele a melhor oportunidade dos equatorianos, ao acertar o travessão da meta tricolor. O empate sem gols e a retranca gremista começaram a irritar os jogadores adversários e a torcida. No segundo tempo, a ideia de usar o calor a seu favor acabou surtindo efeito contrário. O Emelec cansou, e o Grêmio passou a chegar com mais força ao ataque. Felipão adiantou Arílson e tirou Vagner Mancini, colocando Alexandre Xoxó para explorar a velocidade nos contra-ataques. O Tricolor cresceu e perdeu a oportunidade de abrir o marcador com Paulo Nunes. Aos 44 do segundo tempo, o zagueiro Luciano entrou na vaga de Arílson apenas para segurar o empate. O resultado foi muito comemorado pelos jogadores gremistas. A decisão da vaga ocorreu no Olímpico Monumental, na noite de quarta-feira, 16 de agosto. Empurrado pela torcida, o Tricolor encontrou um adversário fechado e violento. O gol que começou a dar tranquilidade surgiu aos 29 minutos: Paulo Nunes deu de calcanhar para Jardel, recebeu de volta e bateu de primeira, da entrada da área. Um golaço. As coisas ficaram mais fáceis cinco minutos depois, quando o atacante argentino Rehermann recebeu cartão vermelho por jogada violenta. Aos 40 minutos, Carlos Miguel deu um passe perfeito para Jardel. O atacante entrou livre e chutou por baixo do goleiro Espinoza para fazer o seu décimo gol na competição. A vantagem de 2 a 0 carimbava o passaporte gremista rumo à final da Libertadores. No segundo tempo, o Tricolor tratou de administrar a posse de bola e fugir da violência do Emelec, que ainda teve mais um jogador expulso. Após o jogo, dentro do vestiário gremista, entre as comemorações pela classificação, os jogadores acompanharam pelo rádio, ao vivo, a definição do adversário na final. Naquele momento, em Buenos Aires, River Plate e Atlético Nacional iniciavam as cobranças de penalidades máximas após empatarem em 2 a 2 no agregado. Deu Nacional. No próximo capítulo desta retrospectiva, relembre o duelo com o Nacional de Medellín e a conquista histórica do bicampeonato da Libertadores.CAPÍTULO 1CAPITULO 2CAPÍTULO 3