Papo reto

Romildo Bolzan e Renato Portaluppi falam à torcida

Presidente e técnico comentaram atual momento do time e garantiram mobilização para retomar vitórias

18 SET 2020 13:53 | Atualizado em 18 SET 2020 13:53 Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

Na esteira do momento vivido atualmente pelo Grêmio, o presidente Romildo Bolzan e o técnico Renato Portaluppi concederam entrevista coletiva, no início da tarde desta sexta-feira, e falaram à torcida sobre os últimos resultados e os jogos que se apresentam à frente. Em sua entrevista, o presidente do Tricolor comunicou o desligamento do gerente executivo de futebol Klauss Câmara, que estava no Clube desde o início de 2019. Renato, por sua vez, citou as dificuldades para montar a equipe nos últimos jogos e foi assertivo ao dizer que o time vai melhorar.

O tom do presidente Romildo Bolzan foi de garantia da tranquilidade para o trabalho da comissão técnica e grupo de jogadores, sem acomodação com os títulos recentes. Em suas palavras, somente com mobilização de todos os envolvidos o Grêmio tem condições de superar os maus resultados e se recolocar no caminho de vitórias e boas campanhas.

“Ninguém está dormindo nos louros das vitórias, gozando do que foi construído nos últimos quatro anos. Isso é um passado importante, um legado, uma memória e um fato relevante do Grêmio. O Grêmio é um clube vitorioso. Mas sabemos que para manter essa sanha de vitórias, temos que triplicar o trabalho. Somente assim teremos condições de continuar vencendo. É dessa forma que estamos encarando esse momento. Não é momento para ninguém baixar a cabeça. Os diagnósticos são feitos. Fizemos nossas avaliações, nossa autocrítica. Mas o que nos conduziu foi essa união plena, que nos levou, até os dias de hoje, com vitórias. Essa é uma semana relevante. Tem jogo contra o Palmerias, Gre-Nal, jogo com o Atlético e vamos juntos fazer essa virada, porque temos absoluta confiança. Vamos em frente, exatamente colocando essa situação, de confirmar as nossas certezas. Estamos passando por um mau momento, mas somente jogando de maneira intensa e forte vamos tocar para a frente o Grêmio”, iniciou.

Para o presidente do Conselho de Administração, o momento é de união entre gremistas. Tanto para as críticas ao momento ruim, quanto para o apoio ao grupo de jogadores, pois somente o Grêmio pode sair desse momento.

“Serve para fortificar os laços com a torcida e fazer um apelo. Nessa hora, ninguém vai nos tirar de uma situação de dificuldade. Sabe quem vai nos tirar? Nós mesmos. O gremista que é gremista, se une. Momento de crítica é de crítica, ninguém vai tirar de ninguém. Mas o momento é de estarmos juntos. E quando falo que vamos criar condições de mudança, é exatamente a forma de estarmos amparados, conectados e juntos no processo interno que possa superar isso, com a confiança de todos”.

Depois do presidente Romildo Bolzan, foi a vez do técnico Renato Portaluppi se manifestar. Completando quatro anos de Grêmio nesse dia 18, Renato comentou o momento da equipe, falando sobre as dificuldades encontradas nas últimas semanas – com lesões e chegadas de novos atletas. E garantiu: o time vai melhorar nos próximos jogos, à medida que o entrosamento aumenta e os atletas lesionados ficam novamente à disposição.

“Quem trabalha no futebol tem que estar preparado para tudo, inclusive críticas. O presidente foi feliz no momento em que falou em transição. Estamos, mesmo. Temos 7, 8 jogadores no Departamento Médico, temos jogadores chegando de outros clubes... Até o treinador ter em mãos o que há de melhor, é uma diferença grande. Uma coisa é o Grêmio jogar do jeito que sempre jogou, da maneira que foi vencedora e outra coisa é mudar a equipe a cada partida, com vários jogadores. Fica difícil. É uma responsabilidade muito grande passar essa responsabilidade para a garotada. E o entrosamento é diferente. Como colocar em dúvida um trabalho de quatro anos, que o Clube conseguiu títulos e, de repente, por não estarmos bem... O momento não é bom. Mas não vamos colocar que o momento é péssimo. Sabemos que a gente precisa melhorar. Vamos tentar recuperar os jogadores, entrosar os que estão chegando. Nosso grupo é muito forte. Temos que melhorar e vamos melhorar. O Grêmio não começou a jogar a Copa do Brasil porque entra nas oitavas. Na Libertadores, o Grêmio empatou o Gre-Nal e estreou vencendo, fora de casa. O Grêmio depende de si para classificar em Porto Alegre. O Grêmio está bem, na Libertadores. E vamos melhorar, porque temos os jogos em casa. Isso tudo não entra na minha cabeça. O presidente sabe que pode confiar no nosso trabalho”, disse o técnico.

Questionado sobre possibilidade de deixar o Grêmio, Renato foi enfático e garantiu que, depois de quatro anos, não se incomoda com demissão, pois será o primeiro a reconhecer quando não seu trabalho não contribuir mais com o Clube.

“Nessas horas tem que ter calma. Hoje faz quatro anos que eu estou aqui. No momento que eu achar que estou prejudicando, vou ser o primeiro a sair. Eu resolvo isso em dois minutos, com o presidente. Eu não coloco um real de multa. O momento agora é de tranquilidade, de trabalho e de retomar o caminho das vitórias”, frisou.

Por fim, Renato falou sobre os quatro anos à frente do Grêmio, comemorados hoje. E as marcas que está prestes a alcançar. À frente do Grêmio em 363 jogos, o técnico iguala, domingo, o número de partidas alcançado por Felipão. E fica mais próximo de Oswaldo Rolla, o Foguinho, recordista absoluto.

"No jogo contra o Palmeiras eu me igualo ao Felipão e, no Gre-Nal, passo o Felipão e, depois, tem o Foguinho. Eu me sinto muito feliz por estar à frente desse grande clube há quatro anos. É uma coisa impossível em qualquer outro clube, com qualquer treinador. É um orgulho muito grande da minha parte", concluiu.

Depois da derrota para a Universidad Católica, na última quarta, o grupo volta a treinar agora à tarde. O próximo compromisso é domingo, contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. O jogo será na Arena, às 16 horas. 

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA