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Grêmio se engaja em campanha do TRT-4 contra o trabalho infantil

As ações são fruto de parceria firmada por representantes do TRT-RS e da Associação de Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (Amatra IV) com dirigentes do Grêmio

29 OUT 2018 09:10 | Atualizado em 29 OUT 2018 09:10 Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

A 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, entre Grêmio x Sport , na Arena, foi também marcada pela campanha de conscientização sobre os malefícios do trabalho infantil, pontuando o engajamento do Tricolor no problema que, segundo dados recentes do IBGE, atinge 2,5 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos no Brasil.

Integrantes da Justiça do Trabalho distribuíram no estádio, no último sábado, 27, material informativo sobre os malefícios do trabalho infantil, além de panfletos e cataventos – símbolo da campanha mundial a respeito do tema – aos torcedores que foram assistir ao jogo. No gramado, além de uma faixa que circulou com mensagem de combate ao trabalho infantil, os atletas entraram em campo com crianças vestindo  camisetas alusivas ao movimento  como forma de alertar os torcedores presentes na Arena.

As ações são fruto de parceria firmada por representantes do TRT-RS e da Associação de Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (Amatra IV) com dirigentes do Grêmio. A organização das atividades está a cargo dos gestores regionais do Programa Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, e do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania, da Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho.

A legislação proíbe o trabalho para menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14. Até os 18, é vetado o trabalho em atividades noturnas e perigosas. Porém, a maior parte dos jovens de 14 a 17 anos ocupados está em situação irregular de trabalho.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no mundo, 73 milhões de menores de idade trabalham em ocupações perigosas, como agricultura, mineração, construção civil e fábricas com condições precárias. O número representa quase metade dos 152 milhões de jovens que têm entre cinco e 17 anos de idade e estão envolvidos em alguma atividade produtiva.

 

Fonte: TRT- 4ª região