Denis Mukwege

Ginecologista congolês gremista é agraciado com o Prêmio Nobel da Paz

Em 2010, médico esteve em Porto Alegre e se declarou torcedor do Tricolor

05 OUT 2018 14:28 | Atualizado em 05 OUT 2018 14:47 Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

Era junho de 2010 o médico ginecologista congolês, Denis Mukwege, desembarcou em Porto Alegre para participar de uma palestra organizada pelo Fronteiras do Pensamento, projeto que propõe análise da contemporaneidade e das perspectivas para o futuro, promovendo conferências internacionais e desenvolvendo conteúdos múltiplos com pensadores, artistas, cientistas e líderes em seus campos de atuação. Ainda no aeroporto, revelou ser um torcedor do Grêmio, basicamente pela amizade com o médico cirurgião gaúcho, Dr. Milton Paulo de Oliveira (esquerda na foto), conhecido entre os colegas de profissão como um gremista apaixonado.

Ao tomar conhecimento da história e da presença do médico africano em Porto Alegre, o conselheiro gremista, Verney Antônio Ferreira Martins (direita na foto), cliente do Dr. Milton, solicitou junto ao presidente do Tricolor na época, Duda Kroeff, uma camiseta para presentear o congolês gremista que, desde então, pôde difundir seu amor pelo Grêmio em terras africanas.

Na manhã desta sexta-feira, em Oslo, na Noruega, Denis Mukwege foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para acabar com o uso da violência sexual como arma de guerra e conflito armado no seu país e em toda a África.

A foto que ilustra a matéria foi um registro daquele dia, em junho de 2010. Os protagonistas já prometeram enviar uma camisa nova ao ilustre gremista Nobel da Paz.

 

Denis Mukwege, médico ginecologista, é fundador do Hospital de Panzi, onde se especializou no atendimento a mulheres vítimas de violência sexual. É o maior especialista do mundo em reparação interna de genitais femininos e, além disso, coordena programas de HIV/AIDS. Recebeu, em 2008, o Prêmio Olof Palme e o Prêmio Direitos Humanos das Nações Unidas pelo seu trabalho de proteção aos direitos e à dignidade de milhares de mulheres congolesas. Em 2009, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, vencido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Em 2014, recebeu o Prêmio Sakharov, concedido pelo Parlamento Europeu, em reconhecimento por seu trabalho a favor das mulheres vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo. Este ano, finalmente, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, ao lado de Nadia Murad, ex-escrava sexual do grupo extremista Estado Islâmico.

Foto: Divulgação